O preconceito etário, também conhecido como etarismo, é uma forma de discriminação que afeta diretamente a saúde do idoso e compromete a qualidade do cuidado que ele recebe. O doutor Yuri Silva Portela combate o etarismo como parte central de sua prática clínica e das ações do projeto. Contudo, minimizar sintomas como “coisas da idade” ou tratar o idoso como incapaz de tomar suas próprias decisões são expressões cotidianas de um preconceito com consequências clínicas reais. Neste artigo, você vai entender como esse preconceito afeta a saúde do idoso e o que pode ser feito para combatê-lo. Acompanhe.
Como o etarismo se manifesta no cuidado à saúde?
O etarismo no contexto da saúde se manifesta de formas que vão desde atitudes explícitas até comportamentos sutis. Uma vez que um profissional que dirige suas perguntas ao acompanhante em vez de ao próprio idoso, que não investiga adequadamente um sintoma por considerá-lo inevitável da idade ou que não oferece determinados tratamentos por achar que o idoso “não vai se beneficiar”, está praticando etarismo com impacto direto sobre a qualidade do cuidado.
Conforme enfatiza o doutor Yuri Silva Portela, pós-graduado em Geriatria, o etarismo também se manifesta dentro das famílias. Visto que tomar decisões pelo idoso sem consultá-lo ou não levá-lo a sério quando relata sintomas são atitudes que, mesmo bem-intencionadas, privam o idoso de sua autonomia. O impacto sobre a saúde é concreto: idosos que enfrentam etarismo buscam menos atendimento, relatam menos sintomas e apresentam piores resultados clínicos.
Combater o preconceito etário é, portanto, uma intervenção de saúde pública com impacto mensurável e urgente que começa dentro de cada família e de cada equipe de saúde comprometida com o cuidado humanizado.
Como o Humaniza Sertão combate o etarismo nas comunidades?
O Humaniza Sertão combate o etarismo de forma prática em cada ação que realiza. Ao tratar os idosos com respeito, ao dirigir as conversas diretamente a eles e ao incluí-los nas decisões sobre seu próprio cuidado, o projeto demonstra na prática o que significa tratar o idoso como protagonista e não como objeto passivo do atendimento.

De acordo com o doutor Yuri Silva Portela, fundador do projeto social Humaniza Sertão, a presença de mais de 20 profissionais voluntários dedicando um dia inteiro ao cuidado de pessoas vulneráveis é em si mesma uma afirmação contra o etarismo. Ela comunica que os idosos das comunidades atendidas têm valor e merecem atenção especializada e humanizada, independentemente de sua idade ou condição socioeconômica.
Como famílias e profissionais podem combater o etarismo no cotidiano?
Combater o etarismo começa pela consciência de que ele existe e que todos podem reproduzi-lo de forma inconsciente. Questionar os próprios pressupostos sobre o que o idoso é ou não capaz de fazer é o primeiro passo para uma relação mais respeitosa e mais equitativa no cotidiano do cuidado.
Como destaca o doutor Yuri Silva Portela, tratar o idoso como interlocutor principal de qualquer conversa sobre sua saúde, oferecer informações completas sobre seu diagnóstico e respeitar suas escolhas são práticas que combatem o etarismo de forma efetiva e transformam profundamente a qualidade do cuidado oferecido.
Respeitar o idoso é combater o etarismo todos os dias
O preconceito etário pode ser reconhecido, questionado e superado com consciência e comprometimento com a dignidade do idoso em todas as interações cotidianas.
O doutor Yuri Silva Portela reforça que respeitar o idoso é uma escolha feita todos os dias, em cada conversa e em cada decisão. Comece hoje a questionar seus próprios preconceitos. Esse é o primeiro passo para um cuidado verdadeiramente humanizado.
Autor: Diego Rodríguez Velázquez











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