Paulo Roberto Gomes Fernandes analisa que o Congresso Mundial sobre construção de túneis, realizado em abril de 2018 em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, reuniu mais de dois mil profissionais em um momento decisivo para a infraestrutura subterrânea global. O evento ocorreu quando o setor de gasodutos começava a assumir papel estratégico em projetos de grande escala na Ásia e no Oriente Médio, antecipando debates técnicos que, em 2026, se tornaram centrais para o planejamento energético e hídrico em regiões de elevada complexidade geográfica.
Naquele contexto, a ampliação da demanda por gás natural e água em áreas densamente povoadas pressionava governos e empresas a buscar soluções de engenharia capazes de superar limitações naturais severas. O congresso passou a refletir essa realidade ao concentrar discussões sobre obras subterrâneas de longa extensão, integração logística e segurança operacional aplicada a sistemas críticos de transporte.
Desafios geográficos e a engenharia de túneis de longa extensão
Conforme esclarece Paulo Roberto Gomes Fernandes, um dos aspectos mais relevantes discutidos no congresso de 2018 foi a necessidade de atravessar formações naturais consideradas extremas. Cadeias montanhosas como o Himalaia, além de regiões desérticas e cordilheiras no Oriente Médio, impõem obstáculos técnicos significativos à implantação de gasodutos e aquedutos por métodos convencionais.
Projetos que envolvem túneis com dezenas de quilômetros de extensão passaram a ser tratados como soluções viáveis diante da evolução tecnológica. Esse movimento exigiu avanços em estudos geológicos, modelagem de riscos e planejamento logístico, além da adoção de equipamentos capazes de operar com precisão em ambientes confinados por longos períodos. A engenharia de túneis passou, assim, a ocupar posição central na viabilização de grandes corredores energéticos e hídricos.
O papel das entidades internacionais no desenvolvimento do setor
Paulo Roberto Gomes Fernandes notou que a presença de organizações internacionais voltadas ao tunelamento foi determinante para o nível técnico do congresso. Essas entidades atuam no compartilhamento de conhecimento, na disseminação de boas práticas e na construção de padrões globais de segurança e eficiência aplicáveis a obras subterrâneas.

Desde sua consolidação na década de 1970, essas organizações vêm incentivando o uso racional do subsolo e promovendo avanços contínuos no planejamento, na execução e na manutenção de túneis. Em 2018, esse esforço coletivo já demonstrava maturidade institucional, criando uma base sólida para enfrentar os desafios que se intensificaram nos anos seguintes com o aumento da escala e da complexidade dos projetos.
Tecnologia aplicada à instalação de dutos em ambientes subterrâneos
Segundo Paulo Roberto Gomes Fernandes, outro ponto de destaque do congresso foi a apresentação de tecnologias voltadas à instalação de dutos em túneis. Sistemas de lançamento controlado, roletes motorizados e soluções de monitoramento operacional ganharam visibilidade como alternativas para reduzir riscos, minimizar interferências estruturais e aumentar a eficiência em projetos de longa distância.
Essas tecnologias passaram a dialogar não apenas com o setor de gasodutos, mas também com obras ferroviárias, projetos urbanos e sistemas de transporte hídrico. A integração entre engenharia civil, mecânica e sistemas de controle tornou-se um diferencial relevante, especialmente em regiões onde falhas operacionais podem gerar impactos econômicos e ambientais significativos.
O legado do congresso de 2018 sob a perspectiva atual
Para Paulo Roberto Gomes Fernandes, o Congresso Mundial de Túneis realizado em Dubai, em 2018, deixou um legado técnico importante ao antecipar tendências que hoje orientam o setor. Em 2026, temas como segurança operacional, confiabilidade dos sistemas, eficiência energética e sustentabilidade estão no centro das decisões estratégicas relacionadas à infraestrutura subterrânea.
O evento demonstrou que a engenharia de túneis vai além da escavação e do revestimento, envolvendo um ecossistema tecnológico capaz de sustentar projetos essenciais ao desenvolvimento econômico e à segurança energética global. Ao olhar para aquele congresso com o distanciamento do tempo, torna-se evidente que muitas das discussões ali iniciadas ajudaram a moldar o cenário atual da indústria de gasodutos e obras subterrâneas de grande escala.
Autor: Oliver Smith











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